O APRENDIZ DE FEITICEIRO [1999]

Um jovem vive com um feiticeiro num castelo isolado. Farto de tarefas menores, atreve-se a experimentar algumas magias que lhe tinham sido proibidas pelo mestre. O resultado pode ser catastrófico. Um livro revela-se uma verdadeira caixa de Pandora.
Cada experiância renova a atmosfera da cena e cria novos e estranhos personagens com que aprendiz e mestre terão de lidar.

Igor Gandra

Fotos

Fotografias de Henrique Delgado

Ficha Artística

encenação e cenografia: Igor Gandra

texto: João Pedro Domingos D’Alcântara Gomes

música original: Hugo (Osga)

marionetas, figurinos e ilustração: Maria Jorge Vilaverde

interpretação: Rui Oliveira, Sérgio Rolo, Hugo (Osga)

pintura de marionetas e adereços: Emília Sousa

mistura audio final: Pedro Pestana

desenho de luz: Luís Aly

conversão para esperanto: Luísa Pereirinha

movimento: Carla Veloso

operação de luz e som: Hugo Valter Moutinho

técnicos de construção: Abílio Silva, Vitor Silva

efeitos especiais: Filipe Valpereiro

confecção de guarda-roupa: Branca Elíseo

produção: Mário Moutinho

assistente de produção: Sandra Fontoura

secretária de produção:  Carvalho

fotografia de cena: Henrique Delgado

agradecimentos: ÆNIMA, Escovaria de Belomonte

patrocínio: Valentim de Carvalho

Críticas e Artigos

Feiticeiros e Feitiçarias

Verdadeira gruta de prodígios, o Teatro de Belomonte, casa do Teatro das Marionetas do Porto, é, para quem está atento ao mundo do espectáculo, uma surpresa contínua.
“O Aprendiz de Feiticeiro”, por exemplo, é mais um espectáculo brilhante e com uma tal capacidade de encantar que se dá ao luxo de ser falado numa língua que mais de 99 por cento da população desconhece: o feiticeiro e o seu aprendiz falam simplesmente em esperanto.

Da criança que mal começou a dizer as primeiras palavras ao espectador atento às últimas proezas do teatro de objectos e avanços da luminotecnia, todos serão bons motivos de espanto diante do objecto mirabolante que Igor Gandra encenou. Até lá, é indispensável ver como as combinações da linguagem falada com a banda sonora e os efeitos de luz e som recriam um mundo povoado de objectos voadores não identificados, sóis e luas feiticeiras, metamorfoses delirantes, pirotecnias e experiências laboratoriais, voos supersónicos e piruetas de toda uma fauna fantástica, répteis, homúnculos e diabinhos excomungados recriam no palco miniatural um frente-a-frente entre o sonho e o pesadelo, onde a Imaginação acaba por vencer todos os medos.

É claro que este mundo sem falhas e exacto como um relógio é manobrado por relojoeiros prodigiosos: chamam-se Rui Oliveira, Sérgio Rolo e Hugo Gomes.

Manuel João Gomes
in "Público", Março de 1999

© Teatro de Marionetas do Porto 2008