Macbeth foi escrito por William Shakespeare provavelmente em 1606, num período particular da sua vida que veria nascer as suas grandes tragédias - Júlio César, Hamlet, Lear, Otelo, Timon de Atenas.
Para o enredo dramático de MACBETH, Shakespeare encontra inspiração nas crónicas de Holinshed sobre factos ocorridos na Escócia dos séc. X e XI. E, de uma forma genial, cruza na acção da peça dois factos históricos rreais: o assassínio do rei Duff por Donwald (967) e o assassínio de Duncan por Macbeth e o seu posterior reinado (1040/1057).
Ao fim de cerca de dois milénios e meio de história do Teatro e, com a devida veneração pelas grandes tragédias gregas, Macbeth é ainda a grande obra trágica universal que, de uma forma essencial, do ponto de vista narrativo, nos expõe e faz reflectir sobre o amor e o poder como impulsionadores dos destinos do Homem.
A saga implacável do herói trágico Macbeth, tem ressonâncias inquietantes com o tempo que vivemos. É essa dimensão política da obra, que torna ainda mais intemporal.
Macbeth mata por amor, por ânsia de poder e por crença no sobrenatural.
E assim Shakespeare celebra nesta obra uma poética da morte e do amor, conduzindo-nos inexorávelmente pelos labirintos interiores do ser humano através de uma linguagem intensamente poética.
Sobre a encenação de Macbeth
Comunicação apresentada na Conferência “Shakespeare entre nós
Por João Paulo Seara Cardoso
encenação e cenografia
João Paulo Seara Cardoso
texto
William Shakespeare
tradução
João Palma-Ferreira
marionetas e figurinos
Júlio Vanzeler
música
Roberto Neulichedl
desenho de luz
Jorge Costa
produção
Sofia Carvalho
interpretação
Edgard Fernandes, João Paulo Seara Cardoso, Marta Nunes, Sérgio Rolo
operação de som
Joclécio Azevedo
operação de luz
Virginia Esteves, Rui Pedro Rodrigues
pintura de marionetas
Emília Sousa
assistente de encenação
Joclécio Azevedo
assistente de produção
Paula Anabela Silva
movimentos especiais
Isabel Barros
coordenação de construção
Marcelo Lafontana
técnicos de construção
Abílio Silva, Alexandra Pires, Júlio Alves, Rui Pedro Rodrigues, Vitor Silva
confecção de figurinos
Branca Elísio
construção de cenografia
Américo Castanheira, Tudo Faço
montagem técnica
Vírgina Esteves, Miguel Teixeira, Rui Maia
montagem vídeo
António Pires
fotografia de cena
Susana Paiva
design gráfico
Júlio Vanzeler
agradecimentos
Valentim de Carvalho, Livraria Civilização Editora
apoio
Balleteatro Auditório
Espaço cénico:
dimensões: boca de cena: 11m
profundidade: 12m
altura; 5,50m
panejamento preto em todo o envolvimento do palco
chão: linóleo preto ou madeira
4 pernas laterais
Luz:
mesa de luz programável
número de canais: 61
projectores
Som:
amplificação, mesa de mistura (mínimo: 12 canais), colunas de público e colunas de palco; 1 microfone fixo para voz; 1 processador de efeitos;
equipamento da companhia: 4 microfones emissores;
1 processador de efeitos
Vídeo:
equipamento da companhia: câmara V8; projector de vídeo LCD; mesa de mistura vídeo.
Montagem
pessoal necessário:
1 técnico de palco;
1 técnico de som;
2/3 técnicos de luz
tempo de montagem do cenário:
2h00
tempo de montagem de luz, som e vídeo (estimativa variável em função das condições técnicas e do pessoal de montagem):
20h00
Apoio:
camarim colectivo ou camarins individuais para 4 pessoas
Número de elementos da companhia:
4 actores; 1 operador de luz;
1 operador de som;
1 operador de vídeo
classificação etária: maiores de 12 anos
Menções obrigatórias em todo o material promocional do espectáculo:
Estrutura financiada por MC / DGA (com inserção de logótipos)