EXIT é uma espécie de video-clip teatral, um espectáculo fragmentado em imagens (reais? virtuais?) dentro das quais as marionetas voam na sua verdadeira dimensão poética. EXIT constitui uma reflexão sobre o mundo contemporâneo, através do olhar subjectivo de um jovem da nova geração urbana. Um personagem em conflito com a “cena real”, evadindo-se em correrias alucinantes pelas avenidas do imaginário. Enclausurado na sua bolha vital, na sua solidão, procura rompê-la, procura uma saída. “No way out”? EXIT explora a marioneta no seu domínio essencial, o movimento, fazendo intervir uma relação experimental com o vídeo e o corpo dos intérpretes/marionetistas.
“EXIT” é uma espécie de Circo Maravilhoso onde, mais uma vez, a poesia e o sonho se tornam reais, graças a um perfeito domínio das técnicas de manipulação, único no seu género em Portugal e arredores.”
“...chegou ao ex-Acarte, agora CamAcarte, sempre na Gulbenkian, o Teatro de Marionetas do Porto, de João Paulo Seara Cardoso (e outros) que honra a capital nortenha.
O espectáculo Exit pertence a esta linhagem. Para os adultos. Supersofisticado. Eticamente actual. Algo de Kafka, algo de Charlot, algo surrealista.”
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Jorge Listopad in "Jornal de Letras", 26 Janeiro 2000
EXIT é uma trip: teatro de marionetas no espírito da techno e do ecstasy, é um êxtase, é corporal, é intenso. As associações são livres porque em EXIT qualquer tipo de texto está ausente. A sua linguagem é a do teatro de dança moderno, a linguagem do corpo, do movimento, da coreografia. Passa-se como um vídeoclip, fascina com cortes e projecções rápidos, com perfeição técnica.
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Christine Dössel in "Suddeutsche Zeitung", 12 Julho 2000
Uma hora de espectáculo de grande coesão, com os olhos presos ao desenrolar das imagens, sons e emoções que o TMP tão prodigamente oferece, agarrados às marionetas, a maioria das quais sem identidade, especialmente preparadas para absorver a nossa.
“Exit é um produto interessantíssimo, que todos os aficcionados da marioneta deveriam ver e que tem como objectivo introduzir o mundo das marionetas de novas linguagens artísticas.
... há momentos estranhos, geniais, de grande intensidade.”
Força visual atraente e fortíssima, uma energia fantástica e um clima sonoro fabuloso (sinais estes, logo patenteados nos primeiros minutos da função), tudo isso para nos falar das extensões das selvas humanas citadinas, da incomunicabilidade entre os seres humanos.
Este objecto artístico portuense banha-se, salutarmente, em mistos de linguagem, em buscas de caminhadas possíveis para o marionetismo contemporâneo, o que é prototipo da companhia e encenador.
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Fernando Midões in "Diário de Notícias", 13 Janeiro 2000