EXIT [1998]

EXIT é uma espécie de video-clip teatral, um espectáculo fragmentado em imagens (reais? virtuais?) dentro das quais as marionetas voam na sua verdadeira dimensão poética.
EXIT constitui uma reflexão sobre o mundo contemporâneo, através do olhar subjectivo de um jovem da nova geração urbana. Um personagem em conflito com a “cena real”, evadindo-se em correrias alucinantes pelas avenidas do imaginário. Enclausurado na sua bolha vital, na sua solidão, procura rompê-la, procura uma saída. “No way out”?
EXIT explora a marioneta no seu domínio essencial, o movimento, fazendo intervir uma relação experimental com o vídeo e o corpo dos intérpretes/marionetistas.

Fotos

Fotografias de Tânia Simões e Limamil

Vídeo

Exit

Ficha Artística

encenação e cenografia: João Paulo Seara Cardoso

marionetas e figurinos: Manuela Teixeira de Campos

pintura de marionetas: Emília Sousa

sonoplastia: Vitor Costa

produção: Mário Moutinho

interpretação: Igor Gandra, Rui Oliveira, Sérgio Rolo

operação de som e luz: David Sobral

assistentes de produção: Maria João Castro, Sandra Fontoura

secretária de produção: Sofia Carvalho

técnico de construção: Abílio Silva

fotografia de cena: Limamil

design gráfico: Júlio Vanzeler

vídeo: Apiarte

apoios: Jornal de Notícias, Público, Rádio Nova Era

Espectáculo classificado para maiores de 12 anos

Ficha Técnica

Espaço cénico

Dimensões: boca de cena: 7 m; profundidade: 5 m; altura: 4 m

Panejamento negro em todo o envolvimento do palco
Chão negro
Obscuridade total

Luz:

Equipamento da companhia (ligação trifásica 16 A)

Som:

Mesa de mistura; Amplificação da sala; Som de palco

Montagem

Tempo de montagem: 5 horas

Tempo de desmontagem: 3 horas

Pessoal necessário de apoio: Técnico de som; Técnico de luz; Técnico de palco

Duração do espectáculo: 52 minutos

Número de actores: 3

Número de técnicos: 2

Classificação etária: Maiores de 12 anos

Menções obrigatórias em todo o material promocional do espectáculo:
Estrutura financiada por MC / DGA (com inserção de logótipos)

Críticas e Artigos

Voa, marioneta, voa

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“EXIT” é uma espécie de Circo Maravilhoso onde, mais uma vez, a poesia e o sonho se tornam reais, graças a um perfeito domínio das técnicas de manipulação, único no seu género em Portugal e arredores.”

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Manuel João Gomes
in "Público", 3 Março 1998

A marioneta solitária

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“...chegou ao ex-Acarte, agora CamAcarte, sempre na Gulbenkian, o Teatro de Marionetas do Porto, de João Paulo Seara Cardoso (e outros) que honra a capital nortenha.

O espectáculo Exit pertence a esta linhagem. Para os adultos. Supersofisticado. Eticamente actual. Algo de Kafka, algo de Charlot, algo surrealista.”

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Jorge Listopad
in "Jornal de Letras", 26 Janeiro 2000

As manias das marionetas

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EXIT é uma trip: teatro de marionetas no espírito da techno e do ecstasy, é um êxtase, é corporal, é intenso. As associações são livres porque em EXIT qualquer tipo de texto está ausente. A sua linguagem é a do teatro de dança moderno, a linguagem do corpo, do movimento, da coreografia. Passa-se como um vídeoclip, fascina com cortes e projecções rápidos, com perfeição técnica.

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Christine Dössel
in "Suddeutsche Zeitung", 12 Julho 2000

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Uma hora de espectáculo de grande coesão, com os olhos presos ao desenrolar das imagens, sons e emoções que o TMP tão prodigamente oferece, agarrados às marionetas, a maioria das quais sem identidade, especialmente preparadas para absorver a nossa.

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R.S
in "Blitz", 11 Janeiro 2000

Tecnologia e metafísica

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“Exit é um produto interessantíssimo, que todos os aficcionados da marioneta deveriam ver e que tem como objectivo introduzir o mundo das marionetas de novas linguagens artísticas.

... há momentos estranhos, geniais, de grande intensidade.”

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J.A.G.
in "El Norte de Castilla", 12 Maio 2000

Tecnologia e metafísica

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Força visual atraente e fortíssima, uma energia fantástica e um clima sonoro fabuloso (sinais estes, logo patenteados nos primeiros minutos da função), tudo isso para nos falar das extensões das selvas humanas citadinas, da incomunicabilidade entre os seres humanos.

Este objecto artístico portuense banha-se, salutarmente, em mistos de linguagem, em buscas de caminhadas possíveis para o marionetismo contemporâneo, o que é prototipo da companhia e encenador.

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Fernando Midões
in "Diário de Notícias", 13 Janeiro 2000

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