Esta não é uma Cinderela tradicional. Há uma reescrita, um tanto ou quanto anacrónica, da história tradicional, a partir das versões de Perrault e Grimm. Personagens saídos de outros contos de fadas caem do céu para dificultar a vida a Cinderela. Há uma Bruxa-Má que detesta histórias com final feliz e um Lobo-Mau disfarçado de GNR a patrulhar as estradas da floresta. Os Sete Anões são chamados para salvar Cinderela de morte certa, na sua qualidade de especialistas em técnicas de salvamento de meninas envenenadas. A Fada-Madrinha é uma tia irascível e ajusta contas com a Bruxa-Má, num combate de wrestling. No final Cinderela casa mesmo com o príncipe e têm imensos filhinhos, para descanso de todos.
8m – boca de cena / 8m - profundidade / 5m – altura min. / Chão negro
Cena negra – Caixa preta.
Luz:
Dimmers digitais – 48 circuitos – Prot. Com. DMX512 Mesa de luz ETC Express 24/48 ( Mat. da companhia ) Varas de luz ( ver planta em anexo )
Projectores :
8 PC 1 KW com palas e porta-filtros 20 Proj. Recorte 1 Kw 25/50
8 Proj. Par 64 CP60 com porta-filtros
Filtros: (Mat. da companhia)
Som:
1 monitor colocados no palco 1 Mesa de mistura 1 Microfone CAD M179 (Mat. da companhia)
Bastidores:
3 Camarins individuais ou 1 colectivo
Montagem:
10 horas
Staff necessário:
2 pessoas para descarga e carga Técnico de luz Técnico de som Técnico de palco
Plano de Trabalho:
Cenografia
Cena negra
Luz
Som
1º Turno - 4h
Montagem
Montagem
Montagem
Montagem
2º Turno - 4h
Afinação
Afinação e revisão da programação
Afinação e testes
3º Turno – 2h
Ensaio Geral
Ensaio Geral
Notas: Para iniciar a montagem o palco e a teia devem estar limpos e sem quaisquer equipamentos. É utilizada uma máquina de fumo (Mat. da companhia) e dois pequenos explosivos.
Duração do espectáculo: 55 minutos
Classificação estária: maiores de 4 anos
Menções obrigatórias em todo o material promocional do espectáculo: Companhia subsidiada por MC / DGA (com inserção de logotipos)
Co-produção Teatro de Marionetas do Porto, Auditório de Espinho e FIMS - Chão de Oliva
Nova produção do Teatro de Marionetas do Porto no Balleteatro.
«É uma Cinderela revisitada, feita à moda do Teatro de Marionetas do Porto (TMP)», avisa João Paulo Seara Cardoso, o enc enador. Tentaram seguir a história tal como é conhecida, mas pelo meio outros ingredientes tomaram conta do texto e o resultado vai muito para além do onvencional. Trata-se de uma reescrita, «um tanto ou quanto anacrónica», a partir das versões de Perrault e dos irmãos Grimm. Em palco cruzam-se histórias e personagens de outros contos de fadas. Assim, surge uma bruxa-má que detesta histórias com final feliz, um lobo disfarçado de GNR a patrulhar a floresta, sete anões envolvidos numa operação de salvamento e uma fada-madrinha irascível. «Nesta viagem a Cinderela cruz-se com personagens da Branca de Neve e do Capuchinho Vermelho», explica o encenador. No entanto, e para «Descanso de todos», a protagonista casa mesmo com o príncipe e têm vários filhos. Refira-se que, pela primeira vez, as marionetas para este espectáculo foram criadas a partir de desenhos do ilustrador João Vaz de Carvalho. A música criada por Paul Ferrer será tocada ao ritmo do acordeão. E a interpretação está entregue à equipa habitual, ou seja a Sara Henriques, Sérgio Rolo e Shirley Resende. Depois da incursão pelo universo de Lewis Carroll com Wonderland, espectáculo para um público adulto, o TMP regressa ao universo infantil com uma original Cinderela.
Susana Silva Oliveira in Visão, 5 de Novembro de 2009
CINDERELA. Esta co-produção Teatro de Marionetas do Porto - Auditório de Espinho - Chão de Oliva / FIMS, com encenação, texto e cenografia de João Paulo Seara Cardoso, não fala de uma "Cinderela" tradicional. A partir das versões de Perrault e Grimm, desta vez os personagens saídos de outros contos de fadas "caem do céu" para dificultar a vida a Cinderela. Há uma Bruxa-Má que detesta histórias com final feliz e um Lobo-Mau disfarçado de GNR a patrulhar as estradas das floresta. Os Sete Anões são chamados para salvar Cinderela de morte certa, na sua qualidade de especialistas em técnicas de salvamento de meninas envenenadas. A Fada-Madrinha é uma "tia" irascível e ajusta contas com a Bruxa-Má, num combate de "wrestling". No final, para descanso de todos, Cinderela casa mesmo com o príncipe e têm imensos filhinhos. in Diário de Aveiro, 26 de Novembro de 2009
CINDERELA A poucos minutos da estreia de "Cinderela", o novo espectáculo do teatro de Marionetas do Porto, uma espectadora expressava a João Paulo Seara Cardoso, responsável pelo texto, encenação e coreografia, o desejo de satisfazer uma curiosidade antiga de se passear pelos bastidores do teatro. Mais do que os espaços físicos em si, percebe-se, interessar-lhe-ia sobretudo percorrer os mecanismos do processo criativo. A pertinência do pedido ficava patente no final de 55 minutos de pura fábula teatral, construídos com base num raro saber oficinal. É um saber que parte da imensa criatividade contida nas marionetas concebidas a partir dos divertidos desenhos de João Vaz de Carvalho e passa por um trabalho de reconstrução da história assente numa linguagem linear para as crianças, mas carregada de bem humoradas leituras subliminares para os adultos. O exaustivo e rigoroso trabalho dos três actores faz de "Cinderela" um caleidoscópio de personagens arrancadas a outros contos de fadas, com uma Bruxa Má que odeia histórias com final feliz, um Lobo Mau disfarçado de GNR a patrulhar as ruas da floresta e, numa das grandes cenas da peça, os Sete Anões a socorrerem e a salvarem a Cinderela de uma morte mais do que anunciada. Depois dos sustos, tudo acaba bem. No ar fica a infinita magia de um espectáculo surpreendente e ao nível do que melhor tem feito a companhia dirigida por Seara Cardoso.
Uma noite diferente, um Fim de Semana entre amigos É daquelas ideias que surgem de repente num encontro de amigos e que acabam por se concretizar e resultar em momentos que nos transportam para fora da preocupação de como vai ser a próxima semana ou da roupa que devíamos ter posto a lavar! A Cinderela, da Companhia de Teatro de Marionetas do Porto, é super divertida e super "gaja" mas única, e que dá nas vistas! Uma oportunidade de numa assentada nos reencontrarmos com os nossos amigos Sete Anões, Lobo-Mau, Bruxa Má, Fada Madrinha e outros que depois de emigrados no continente a ocidente, mais especificamente no nosso país irmão, regressam para "ajudar" esta "pró"-princesa que efectivamente só não recorre a um GPS para conseguir ir ao encontro do seu príncipe! Para miúdos e graúdos aqui fica a sugestão, com conhecimento de causa, de uma noite, ou tarde, super divertida e colorida para experienciar até ao dia 29 de Novembro no BalleTeatro! As cadeiras podem não ser as mais confortáveis mas as gargalhadas fazem desaparecer qualquer sensação de desconforto vertebral que se possa fazer sentir! Vão!
Dizem que “esta não é uma Cinderela tradicional” e é verdade! “Esta não é uma Cinderela tradicional. Há uma reescrita, um tanto ou quanto anacrónica, da história tradicional, a partir das versões de Perrault e Grimm. Personagens saídos de outros contos de fadas caem do céu para dificultar a vida a Cinderela.”
Este é dos melhores espectáculos de marionetas a que já tive a oportunidade de assistir. O texto e interpretação surpreendem pela positiva e a história encanta, porque não é só uma – são muitas e bem contadas.
A Cinderela vai ao baile num bólide todo “quitado”, as irmãs malvadas são “peneirentas”, os passarinhos falam com sotaque do Brasil, o Lobo Mau aparece disfarçado de GNR na estrada da floresta e a Fada Madrinha acaba numa luta de wrestling com a Bruxa Má. E também por lá passam os Sete Anões para uma famosa técnica de salvamento de meninas envenenadas. Cinderela, do Teatro de Marionetas do Porto, tem encenação de João Paulo Seara Cardoso e está em cena para maiores de 4 anos no Balleteatro. Os pequenotes não devem perder, mas os adultos também não!