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Por detrás das duas portas vermelhas que abrem para a rua está um Teatro.
No interior, superfícies brancas escondem as paredes salitradas de uma antiga drogaria - aparentes apenas onde a descoberta de um arco sugeriu a dimensão cénica de um pequeno museu. Por detrás do palco estão as mãos ágeis que dão vida às marionetas.
Quando as luzes se apagam, o palco se ilumina e as figuras começam a crescer nos nossos olhos, o momento mágico acontece. A pouco e pouco o tamanho da pequena sala vai-se tornando impreciso, entre as marionetas e a percepção difusa da nossa própria dimensão.
Na saída, o espaço do "foyer" é já outro. E até as duas portas vermelhas nos devolvem uma rua estranhamente diferente.
É o encontro cúmplice entre o espaço e as pulsações da sua própria escala.
José Gigante
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Construção: 1992
Arquitecto: José Manuel Gigante
Prémios Nacionais de Arquitectura: Menção Honrosa, Prémio AAP/SEC - "Obra de Recuperação, Reabilitação"
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